Marcelinho Carioca detalha pânico durante sequestro: “Roleta-russa”

26 dez 2023 - Variedades

Marcelinho Carioca detalhou o pânico que viveu durante o sequestro que sofreu no último dia 16, em Itaquaquecetuba, São Paulo. O ex-jogador de futebol contou sobre os momentos de tensão que viveu ao lado da amiga Taís, que estava no banco de trás quando o carro do atleta foi rendido.

“Passaram quatro pessoas, cinco pessoas. Quando voltei para ver, fui encapuzado, e o cara já veio apontando [a arma]. E eu, desesperado”, contou Marcelinho em entrevista ao Fantástico. “Eu disse: ‘Não, por favor, eu sou o Marcelinho Carioca’”, completou.

Ainda segundo o ex-jogador, a quadrilha pediu cartões e senhas, além do desbloqueio do telefone e do acesso ao Pix. Em seguida, e o levaram junto com a amiga para um cativeiro.

“A todo momento aquele apavoro”, relatou Marcelinho, lembrando as ameaças dos sequestradores: “‘A gente quer dinheiro. Impossível não ter dinheiro nessa conta. Jogador tem grana’”.

O ex-atleta também relembrou as intimidações com arma. “‘Já brincou de roleta-russa?’ E girava. Você ouvia girando, não via nada. Aí colocaram uma arma por baixo da toalha”, contou. “Ninguém se falava. Não trocava ideia, com medo”, acrescentou.

O resgate de Marcelinho Carioca

Ainda em entrevista ao Fantástico, Marcelinho Carioca contou que escutou um barulho de helicóptero e um comentário dos sequestradores entre eles.

“A gente começou a escutar o helicóptero [da polícia]. Aí alguém já chegou e falou: ‘A casa caiu’. Veio um policial sozinho. Ele chegou no portão e falou: ‘Eu vou entrar. Abre’. Eu não sabia o que estava vindo. O que ia vir. Eu falei: ‘Vão atirar na gente, vão matar a gente’. Eu abaixei a cabeça: ‘Senhor, não deixa, não deixa’”, relatou.

Marcelinho continuou: “Ele [o cabo Ribeiro, da PM] falou: ‘Vem. Vem que você está livre’. Eu abracei ele como meu pai, meu irmão, meu amigo. Porque ele arriscou a vida dele”, disse emocionado.

A amiga, Taís, também relembrou a cena: “Quando o policial chegou, eu estava em choque de ver que aquilo estava realmente acontecendo, porque não são todos que conseguem sair vivos de uma situação dessa”, disse.

As informações são do Metrópoles.