Governadores se afastaram de Malafaia durante ato; pastor reage

26 fev 2024 - Brasil - Mundo

Três dos quatro governadores presentes no ato em desagravo a Jair Bolsonaro no domingo (25/2), na Avenida Paulista, se afastaram do pastor Silas Malaiafa quando o líder religioso começou a fazer críticas ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes em seu discurso.

Malafaia iniciou sua fala repudiando as declarações do presidente Lula com críticas a Israel. Nesse momento, todos os quatro governadores presentes ainda estavam na parte mais alta do trio elétrico, de onde os discursos foram feitos durante a manifestação do domingo.

Na sequência, porém, Malafaia começou a criticar o STF e Moraes. Nesse momento, então, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União); de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se retiraram da área de discursos.

“Alexandre de Moraes diz que a extrema-direita precisa ser combatida na América Latina. Como o ministro do STF tem lado? Ele não tem que combater nem a extrema-direita nem a extrema-esquerda. Ele é guardião da Constituição. O presidente do STF, ministro Barroso, disse ‘nós derrotamos o bolsonarismo’. Isso é uma afronta, uma vergonha”, disparou Malafaia em sua fala.

Durante essa parte da fala, apenas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), permaneceu na mesma área que Malafaia. Tarcísio, entretanto, também demonstrou incômodo com o teor do discurso do pastor, de acordo com aliados próximos ao governador paulista.

Procurados diretamente ou via assessoria de imprensa para comentar por que se afastaram de Malafaia durante as críticas ao Supremo, Caiado, Zema e Jorginho não responderam. O espaço segue aberto para eventuais manifestações dos três governadores.

Malafaia reage
Malafaia, por sua vez, reagiu “Cambada de frouxos, covardes e X9. São caras que estão ali, mas não estarão ali. Eles desceram porque são frouxos. Deixo aqui o registro do meu respeito ao Tarcísio, porque não compactuou com a molecagem”, disparou o pastor à coluna.

O líder religioso ainda negou que tenha feito ataques ao STF e a Moraes. Ele disse ter apenas mostrados “fatos”. “Desafio dizerem onde eu menti”, afirmou. “Não chamei o Alexandre de ditador da toga, não pedi o impeachment dele, nem disse que ele tem que ser preso”, emendou.

 

Maistvdenois

 

Fonte: Metrópoles.