“Pessoas com diabetes devem ter atenção dobrada no verão”, diz médico

11 jan 2024 - Variedades

O verão combina com praia, atividades ao ar livre e cuidados redobrados com a hidratação, especialmente para as pessoas com diabetes. Elas correm maior risco de sofrer desidratação durante a estação mais quente do ano.

Isso acontece porque, quando a doença não está controlada e o paciente encontra-se com a glicose alta, ele perde água mais rapidamente, contribuindo para a desidratação. Se o calor é excessivo, isso pode se potencializar.

“O rim funciona como uma membrana semi-permeável. Se o sangue filtrado tem muita glicose, ele puxa água e faz com que o paciente urine mais e, com isso, ele perde muita água. Por isso, a hiperglicemia pode levar à desidratação”, explica o endocrinologista Rodrigo Lamounier, diretor do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

A diabetes é uma doença crônica que pode se manifestar de duas maneiras diferentes: deficiências na produção de insulina ou interferências na ação da substância produzida pelo organismo. A insulina é um hormônio que regula o açúcar (glicose) no sangue, fazendo o transporte dele para as células, onde será usado como energia.

Cuidados no verão
É importante manter a hidratação adequada e controlar a glicose segundo indicação médica. Os cuidados com alimentação e atividade física são para todas as pessoas.

A dieta deve ser saudável e equilibrada para ajudar a controlar a glicose, evitando especialmente o excesso de carboidratos. As pessoas com sobrepeso ou obesidade também devem evitar alimentos muito calóricos para controlar o peso, um dos fatores de risco da diabetes. É muito importante fazer atividade física adequada à condição física individual.

O médico alerta que o uso correto dos medicamentos de controle da diabetes deve ser mantido durante o período de férias.

“É fundamental não suspender o uso das medicações porque está de férias ou mudou a rotina. Ao contrário. Quando o paciente muda a rotina, ele precisa monitorar mais, medir mais a glicose e manter o tratamento medicamentoso regularmente”, orienta Lamounier.

 

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Fonte: Metrópoles.